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Esse álbum faria parte da trilha sonora perfeita para acompanhar os espancamentos de Cristo que passam na TV, já que ia ser meu post de sexta-feira santa, contudo não consegui fazer isso no dia, mas antes tarde do que nunca.


O que dizer quando o assunto é Black Sabbath? Já é de conhecimento geral que se não fosse pela turminha do Ozzy o Metal não seria metade do que é hoje, mas hoje o que temos aqui não é um registro da banda com o comedor de morcegos, e sim com seu sucessor na banda, o baixinho com a maior voz do mundo: Ronnie James Dio! E como já é de se esperar, qualquer coisa que ele se proponha a fazer fica no mínimo sensacional. E sensacional é uma ótima palavra pra descrever o álbum que hoje vos trago: o magnífico "Dehumanizer".


Após sair do Black Sabbath em 1982, ano de lançamento do "Live Evil", Dio retorna a banda em 1992 para gravar o Dehumanizer, que apresenta mudanças em relação aos renomados "Heaven and Hell" e "Mob Rules". Sendo a primeira e mais perceptível delas a sonoridade, que tornou-se muito mais sombria e ligada ao Doom Metal. Vamos imaginar aquele Heavy Metal impecável que a banda fez anteriormente com Ozzy e Dio, só que mais pesado, mais sombrios e com letras que vão desde contato com os mortos até uma "suave" alfinetada na igreja, honestamente, isso não teria como dar errado, e de fato não deu, o álbum é simplesmente genial, além de ser o meu preferido de toda a carreira da banda.


Destaques? Bom, a abertura do álbum fica por conta da ótima "Computer God", que começa calma, quase imperceptível até a chegada da bateria de Vinny Appice e por consequencia do resto da banda. Em seguida, "After All (The Dead)", começa apenas com Tonny Iommi fazendo um riff lento e sombrio, até Vinny Appice estourar sua bateria e Dio entrar com sua voz inconfundível. A terceira faixa, "TV Crimes", uma das melhores, além de ter virado Single, é simplesmente genial, desde o instrumental até sua surpreendente letra. Adiantando encontramos Sins Of The Father, com seu refrão que gruda logo depois da primeira ouvida. A nona faixa, "I", é outra que merece atenção mais do que especial, principalmente na letra. E fechando o álbum, temos uma versão alternativa de "Time Machine", que fecha o álbum de forma magnífica.


Sem mais, apenas aprecie essa pérola.


Line-up:


Ronnie James Dio - Vocais
Tonny Iommi - Guitarra
Geezer Butler - Baixo
Vinny Appice - Bateria
Geoff Nichols - Teclados
    Tracklist:


    1.Computer God
    2.After All (The Dead)
    3.TV Crimes
    4.Letters From Earth
    5.Master of Insanity
    6.Time Machine
    7.Sins of the Father
    8.Too Late
    9.Buried Alive
    10.Time Machine (Wayne's World Version)


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    by Erick

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    A saída de Ozzy do Black Sabbath foi de fato preocupante, já que o Madman foi um ótimo frontman, que contribuia para o desempenho das canções e animava o público nos shows, então encontrar um substituto a altura não foi tarefa fácil, mas foi cumprida com louvor. Já que Ronald Padavona (o popular Dio), ex-vocalista de Elf e Rainbow, ocupou o cargo de Ozzy com perfeição, além de gerar uma polêmica que até hoje é discutida: quem foi melhor?


    Na singela opinião daquele que vos escreve, Dio conseguiu superar Ozzy nos vocais do Sabbath, não que o segundo seja ruim, mas Dio é genial, além de dar uma cara nova ao Black Sabbath, interpretou canções da época de Ozzy de modo sensacional, prova disso é a tour do Heaven and Hell, que mostrou ao mundo o carisma e o grande talento do vocalista. E posteriormente o álbum Live Evil, que mostra o vocalista interpretando canções da época de Ozzy de maneira sensacional.


    O álbum que hoje trago é o primeiro da banda com Dio, sucesso incontestável, e deu melhor resultado em vendas desde 1975, marcou a entrada do tecladista Geoff Nichols e também a saída do baterista Bill Ward durante a tour, por causa da morte de seus pais, a tour foi concluída por Vinny Appice nas baquetas, que ainda gravou com a banda os álbuns Mob Rules e Dehumanizer.


    O álbum é aberto pela maravilhosa Neon Knights, composta por Dio, que já leva uma temática que aborda coisas como cavaleiros, dragões e misticismo, mas não pense que virou Power Metal, porque o que temos aqui é mais um brilhante registro pra história do bom e velho Heavy Metal. Mais adiante, a segunda faixa, Children of the Sea, com sua cozinha marcante, letra igualmente brilhante, que na voz de Dio torna-se algo indescritível e ainda temos o mestre Iommi que em momento algum tem o brilho ofuscado pelo resto da banda. Em seguida nos deparamos com Lady Evil, ótima música, pegada um pouco mais calma, mas sem perder a qualidade, já que nesse álbum somos agraciados com uma banda mais do que inspirada que nos trouxe uma das grandes obras primas do Metal. A quarta faixa, que dá nome ao play, é sem dúvidas a que mais fez sucesso , e não é pra menos, Dio canta com sua alma, Iommi faz nessa música um de seus riffs mais famosos e a cozinha entrosadíssima faz um trabalho impecável, e não podemos esquecer da letra que também é genial. Em seguida ouvimos Wishing Well, com uma pegada um pouco mais rápida, mas não tanto quanto Neon Knights, apenas um pouco mais agitada, e ótima letra. A sexta faixa, Die Young, também composta por Dio, tem início com uma guitarra marcante, assim como o baixo, que se destaca de modo incrível, pode até fazer com que alguns acreditem que é uma guitarra, se não prestar muita atenção, a canção passa por diversas atmosferas desde seu início até seu desfecho. Logo após chega a sétima e penúltima faixa do álbum, Walk Away, excelente faixa que acaba ficando encoberta no meio de tanta coisa boa, contudo merece sim destaque, tanto pela letra, quanto pelo instrumental, digno dessa formação, que é um dream-team do Heavy Metal. A última faixa fecha o álbum com magnificência,é a belíssima Lonely Is The World, o ápice da faixa é seu lindíssimo solo, que é mais uma ótima demonstração do talento incontestável de Tony Iommi.


    Sem mais delongas, deixo-lhes com esse maravilhoso trabalho que merece atenção especial. Além de estar entre meus álbuns de cabeceira.


    Line-up:


    Ronnie James Dio - Vocais
    Geezer Butler - Baixo
    Tony Iommi - Guitarra
    Bill Ward - Bateria
    Geoff Nicholls - Teclados


    Tracklist:


    1.Neon Knights
    2.Children Of The Sea
    3.Lady Evil
    4.Heaven And Hell
    5.Wishing Well
    6.Die Young
    7.Walk Away
    8.Lonely is The World


    It goes on, and on, and on, it's heaven and hell ♪


    By Erick

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    Anos 60, época em que o mundo era dominado por um bando de Hippies sujos que queriam mudar o mundo fumando maconha. Contudo Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward queriam mostrar que a vida continuava obscura e uma merda.
    Eis que em 1968 surge de Birmingham a banda que muda completamente várias gerações: o Black Sabbath.


    Em 1970 é lançado o primeiro álbum, Black Sabbath, que mudou completamente o Rock, sendo o álbum que chamou a atenção para o que posteriormente seria conhecido como Heavy Metal.


    O trabalho é um registro do que o Sabbath sabe fazer de melhor, sonoridade pesada, obscura e muito bem feita. Com Tony Iommi demonstrando sua grande capacidade com seus riffs sombrios e solos incríveis, Ozzy dando um show a parte nos vocais, Geezer Butler mostrando o peso de seu baixo, principalmente na N.I.B e Bill Ward fazendo um trabalho incrível com as baquetas na mão.


    O play já tem início com a Black Sabbath, que sozinha já é o suficiente para alguns fanáticos religiosos começarem a alegar que a banda tem pacto com o diabo e etc. Em seguida vem The Wizard, mostrando que Ozzy não se limita a um ótimo vocalista, como também demonstra seu talento com a gaita, passando pelo álbum temos músicas como N.I.B que apresenta uma introdução de baixo maravilhosa, além da letra estar entre as minhas preferidas da carreira da banda, adiantando um pouco mais chega The Warning, com sua composição, digamos que, melancólica e Iommi comprovando porque está entre os melhores guitarristas do mundo.


    Sem mais delongas, deixo-lhes com esse clássico que merece muitas e muitas ouvidas.


    Tracklist:
    01 - Black Sabbath
    02 - The Wizard
    03 - Behind the Wall of Sleep
    04 - N.I.B
    05 - Evil Woman
    06 - Sleeping Village
    07 - The Warning
    08 - Wicked World


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    By: Erick

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